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Colóquio Competitividade e Coesão: Os Desafios da Beira Serra

Numa organização da ADIBER decorreu no dia 28 de Junho de 2006, em Arganil, o Colóquio “Competitividade e Coesão: Perspectivas para o Desenvolvimento Rural da Beira Serra”, o qual contou com a presença de um significativo número de parceiros da Beira Serra, nomeadamente autarcas, instituições locais, organismos públicos e cidadãos interessados no processo de desenvolvimento desta Região composta pelos Municípios de Arganil, Góis, Oliveira do Hospital e Tábua, que teve como objectivo lançar o debate para a definição da estratégia local de desenvolvimento, que se deseja poder ser construída de forma aberta, plural e participada por todos os Parceiros.

Neste fórum foi apresentada a situação da Região da Beira Serra, nomeadamente os seus constrangimentos e dificuldades,  mas sobretudo o facto da Região “possuir mais valias e oportunidades que se podem constituir como alavancas e instrumentos de desenvolvimento económico e social”.
Foi destacada a importância dos agentes locais terem a obrigação colectiva de dar as mãos, no sentido de ganhar escala, massa critica e dotar-se de capacidade negocial, que possibilite encontrar soluções que funcionem como caminhos para o desejável desenvolvimento integrado e harmonioso da Região.
O Vice-Presidente da Câmara Municipal de Arganil, elogiou a oportunidade deste Encontro e destacou a importância do Desenvolvimento Rural como forma de dar sustentabilidade aos Territórios, passando este pela valorização das suas potencialidades endógenas, enquanto o Adjunto do Governador Civil de Coimbra, deixou uma nota relativa à necessidade de se aliar a preservação dos saberes-fazer locais com a inovação, como forma de garantir emprego e a competitividade destes Territórios.
A representante da CCDR-C, Isabel Boura, fez um historial dos sucessivos QCA's, referindo que os desafios do futuro passam por acabar com intervenções “avulso”, definir um plano de desenvolvimento integrado e partilhado pelos agentes locais, defendendo a existência de planeamento estratégico, cooperação e interacção entre os agentes.
As qualidades da metodologia LEADER – parceria local, integração das acções e decisão descentralizada -, que hoje são usadas como referência para a definição das linhas orientadoras dos Programas que irão ser desenvolvidos no próximo período de programação, foram destacadas pelo Presidente do IDRHa, José Canha. 
Quanto ao futuro deixou a mensagem de que é necessário garantir a competitividade dos territórios rurais, apostando nas suas potencialidades, destacando as produções locais de qualidade, reorganizando os vários sectores e criar “clusters” competitivos, “tudo isto é possível se soubermos aproveitar as oportunidades que são disponibilizadas pelo FEADER, que assume o Desenvolvimento Rural como o seu eixo fundamental”, concluiu.
O Deputado Miguel Ginestal, Presidente da Sub-Comissão Parlamentar de Agricultura e Desenvolvimento Rural, referiu-se à importância da dignificação dos territórios rurais, sendo fundamental para a sua afirmação a aposta na sua especialização, ou seja, nos seus factores distintivos e qualificadores. Continuou destacando que devem ser valorizadas as potencialidades que acrescentam valor aos territórios, estando nas mãos de todos os seus “utilizadores” caminharem neste sentido, num trabalho conjunto e partilhado.
O Colóquio terminou com um debate muito participado, que focou temas como os produtos locais de qualidade, as questões do excesso de regulamentação que cria obstáculos desnecessários a territórios já de si débeis, a despovoamento e envelhecimento dos territórios rurais, o acesso e difusão da informação, as mais valias associadas ao trabalho em parceria e as condições de fixação de jovens em meio rural.